sexta-feira, 9 de março de 2012

Cravinho à Antena1: António Costa parece lançado para Belém

João Cravinho, 75 anos, antigo super ministro de Guterres (Equipamento, Planeamento e Adm do territorio) e foi durante 5 anos administrador do BERD (Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento). A entrevista inteira aqui.

Notícia Expresso, aqui.

Sobre António Costa:
COSTA PARECE PRESIDENCIAIS MAS TUDO ESTÁ EM ABERTO, pela forma como está a parecer esta iniciativa de Costa, é presidenciais, está a apontar para uma maioria presidencial. Tem um problema de calendário, mas está tudo em aberto. Pode tentar constituir-se como uma reserva se as circunstâncias assim o exigirem.
COSTA NÃO SE PODE AMPUTAR, ele dedica a sua vida ao interesse público e o seu dever pode ser determinado pelas circunstâncias.

Sobre António José Seguro:
SEGURO TROCOU PRINCIPIOS POR CONTABILIDADE, no Orçamento de Estado fez isso: trocou os príncipios - o corte nos subsídios - por contabilidade. Aí acaba a conversa!, diz Cravinho.
SEGURO AGORA BOM CAMINHO, elogia Seguro com o Laboratório de Ideias, excelente equipa!, agora são precisas propostas que marquem a diferença.

Sobre ele próprio como Ministro (95/99):
CONFESSA QUE SE ENGANOU, (é a primeira que o diz, esteve para escrever um livro mas não o fez) que não foi prudente o suficiente, que na altura pensou que o país ía desenvolver-se mais a partir dos projectos, portadores de mudança, que seriam financiados à escala global. É que essas transformações levam décadas e os nossos actores económicos são muito muito lentos.

Sobre o QREN:
PM DARIA UM BOM SINAL SE REMODELASSE, podia ser um excelente sinal da capacidade governativa de Passos. "Não me choca absolutamente nada. É preciso um acerto de orgânica"
SUGERE PARTIÇÃO DO MINISTERIO DE ALVARO, o ministério tal como está não pode ser.
TIRARAM O BOLO DA MAO AO ALVARO, está completamente esvaziado de competências o Ministério liderado por Alvaro Santos Pereira
QREN OU DE ALVARO OU DE GASPAR? UMA FALSIDADE, Cravinho contesta a dupla tutela do QREN. E mais diz que é uma "falsidade objectiva", porque só pode ser de um ou outro. A única razão de ser de Alvaro, como ministro, é coordenar.
QUEM VAI NEGOCIAR QREN POS 2013?, é a pergunta que ele deixa. São 20 mil M de Euros que estão em causa para renegociar já depois de 2013, quem o vai fazer?

Sobre o governo:
PASSOS GRANDE LIDER DA VANGUARDA LENINISTA ULTRALIBERAL, Passos quer marcar o país tão decisivamente... "que o país vai acordar ultraliberal". Isto com as baionetas da Troika, mas alerta que Napoleão sempre disse que se pode fazer tudo com as baionetas, menos sentar-se em cima!.
ACUSA GOVERNO PASSOS DE MA FE, diz não ter medo das palavras.
Não foi a irresponsabilidade política que nos trouxe a esta situação. Mas sim a Banca.
BANCA FORÇOU CREDITO PELAS GOELAS ABAIXO, a irresponsabilidade da Banca - que ninguém fala e que é branqueada - forçou o crédito "pelas goelas abaixo dos cidadãos"
IRRESPONSABILIDADE POLITICA É MITO, só se fala de finanças públicas, o problema desta crise é a Banca privada e a dívida privada!!! porque é isso que não nos faz aceder aos mercados. Isto é novo, dantes não era assim.
GOVERNO NAO ESTA A SER DEMOCRATICO, Passos, ao ir além da Troika, impõe a Portugal medidas pondo em causa a democracia. Não explicou ao que vinha. Está a impor.

Passos na Suécia: de Cavaco não fala, mas de Álvaro sim

Em Estocolmo, depois de um encontro com o PM sueco e na conferência de imprensa conjunta, Pedro Passos Coelho afirmou "não falar de política interna no estrangeiro", para evitar comentar o texto de Cavaco Silva, mas apressou-se a dizer, no mesmo palco, que Álvaro Santos Pereira se vai manter.

Reportagem da enviada especial Madalena Salema.

Um ano depois, Cavaco contra Sócrates e reacções

Faz hoje um ano que Cavaco Silva tomou posse para um segundo e último mandato.
De 9 de Março de 2011 a este 9 de Março, José Sócrates foi PM 4 meses e Pedro Passos Coelho 8.
O antigo PM socialista é o protagonista do texto do PR no prefácio do "Roteiros VI".

Acusa José Sócrates de falta de lealdade institucional. Peça da jornalista Natália Carvalho.

Sócrates, a pedido da Antena1, não quer comentar. A notícia aqui por Maria de São José.

Pedro Silva Pereira, o primeiro a reagir, na Antena1, ouvido por José Guerreiro, ele que foi número 2 do governo de Sócrates, fazendo precisamente a ligação com Belém.
Silva Pereira acusa o Presidente de ser o "campeão da falta de lealdade institucional" e ainda que é preciso lembrar-lhe que ainda é Presidente e não um Presidente que está a escrever as suas memórias.

A 17 de Março de 2011 - no meio da crise do PEC IV - Pedro Silva Pereira dava uma entrevista à Antena1 onde garantia que o Governo "cumpria o dever de informar o Presidente". Para ouvir aqui.

Carlos Zorrinho, líder parlamentar do PS, em cima das 10 da manhã acusa o PR de fazer um "ajuste de contas sem direito a contraditório".

António Filipe, vice presidente da AR pelo PCP, considera que este prefácio "é pequena política".

Catarina Martins, BE, critica o "passa culpas" com o anterior governo.

O comentário de Raúl Vaz, analista político da Antena1.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Ruas baixa o tom da crítica

Duas horas e meia de reunião com o PM (depois do Debate quinzenal, da reunião habitual com o PR e antes de partir para Helsínquia) e com o Ministro Miguel Relvas, a primeira reunião de outras que se lhe vão seguir para resolver o problema das dívidas de curto prazo das autarquias, que a Troika exige.

Peça de Natália Carvalho.

Passos em 'tête à tête' com PM finlandês e PM sueco

Dois dias para Pedro Passos Coelho, à margem das reuniões europeias formais, dar conta do que considera ser os progressos portugueses nestes dias aos seus homólogos do norte da Europa - terras de social democracia. Dois dias acompanhados pela enviada especial Madalena Salema.

Ainda há pouco mais de um mês, Cavaco Silva andou por lá, garantindo como as coisas vão correndo bem em Portugal, antecipando uma terceira, e positiva, boa avaliação da Troika em Portugal e o sucesso do Acordo de Concertação Social.

"Trabalho igual, salário igual"

Defende Teresa Morais, a secretária de Estado da Igualdade e também dos Assuntos Parlamentares, em entrevista à Antena1, a José Guerreiro, no Dia Internacional da Mulher.

O problema não está na legislação mas sim na forma como é aplicada, diz, mas sim na prática e na sua fiscalização, daí a necessidade de mais sanções. 

quarta-feira, 7 de março de 2012

Petição para demitir Cavaco já está no Parlamento

Foi entregue, não à Presidente Assunção Esteves, mas no expediente do parlamento.

Peça de Susana Barros.

Como um secretário de Estado ausente pode marcar um debate

É o caso do SE das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Sérgio Monteiro, que à terceira insistência de Francisco Louçã BE, que abriu o debate quinzenal com o PM esta tarde, entrou em contacto telefónico com o PM para o ilucidar sobre a questão do duplo pagamento à Lusoponte.
Uma notícia conhecida sexta-feira passada através do semanário Sol e que foi logo alvo das perguntas do PS, BE e PCP há cinco dias, portanto.
Peça de Susana Barros aqui.

Perguntas de Eanes à espera de resposta de Aguiar Branco

Ramalho Eanes, antigo Presisdente da República, diz não compreender, depois da intervenção do Ministro da Defesa Aguiar Branco, qual é o papel que o Portugal entende reservar às forças armadas.
Em declarações à Antena1, ao jornalista José Manuel Rosendo.

A entrevista de Ramalho Eanes à Antena1 a propósito dos 20 anos do Lusitânia Expresso, uma iniciativa do Forum Estudante de Rui Marques que tinha a intenção de levar um navio até Timor.
Entrevista de José Manuel Rosendo.

terça-feira, 6 de março de 2012

Depois de ter aconselhado Sócrates, agora Passos...

... também é alvo dos conselhos de Mário Soares, antigo Presidente da República e Primeiro-Ministro.
Foi ontem, ao fim da tarde, na livraria Ferin no ciclo "Política e Pensamento" dinamizado por Ribeiro e Castro, o antigo lider do CDS e actual deputado.

O PM português devia seguir o exemplo de Rajoy em Espanha, por se recusar a cumprir o défice imposto por Bruxelas, o PM espanhol "teve a coragem de dizer: eu não posso fazer isto!".

Reportagem de Susana Barros.

O caso Álvaro: algumas passagens

O Ministro da Economia, que se manteve na pasta, falando, a noite passada, num jantar com a Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações, em Lisboa, contra "cortinas de fumo criados pelos partidos de oposição (...) e contra os lobbies instalados".

Segundo o Diário Económico, que teve acesso ao decreto-lei que irá ser discutido amanhã em Conselho de Ministros antecipado, aqui resumido por Rosa Azevedo, os fundos do QREN vão ser tratados por 7 ministérios.

No Parlamento, Basílio Horta, PS, quer saber do PM qual o Ministro responsável pelo QREN para que possa ser chamado à comissão parlamentar no sentido de se perceber qual o ponto de situação destes dinheiros comunitários.

Jerónimo de Sousa, PCP, entende que o problema não é do Ministro, mas sim da política.

Francisco Louçã, BE, entende o problema é que não há economia, como disse ao microfone de Frederico Moreno.

João Cravinho, PS, ouvido pela Antena1, entende que o lugar de "Santos Pereira não tem condições para o lugar".

António Saraiva, CIP, foi ontem a São Bento, mas ainda não para falar do QREN, onde entende que se deve manter a gestão dos fundos.

Álvaro Santos Pereira, mantém-se na pasta, esteve ontem 3 horas em São Bento a seu pedido (e não chamado pelo PM), reunido com o PM, saiu em contra-mão, com a Polícia a parar o trânsito, gere o QREN, mas não terá a decisão final sobre os destinos do investimento.
Um dia depois do último Conselho de Ministros houve uma fuga de informação para a imprensa.
Na madrugada de sábado, Pedro Passos Coelho confirmava-a, de viva voz, e dizia que ser Gaspar a ter a última palavra em matéria de QREN.
Na segunda feira, a imprensa citava o gabinete do Ministro da Economia falando num cenário de demissão.
O CDS entregava no parlamento um requerimento para saber de Álvaro Santos Pereira sobre as Parcerias público-privadas.
Álvaro continua ministro, mas menos.

domingo, 4 de março de 2012

A polémica dos fundos do QREN

Vista por Pedro Passos Coelho, aqui.
Vista por António José Seguro, em Castelo Branco, na Conferência do Interior, aqui contada por Paulo Braz.

Vista por Vítor Gaspar, aqui.

e por Francisco Louçã, aqui.

Passos reeleito líder do PSD com 95,5% dos votos e elogia CDS

Resultados ainda provisórios e até faltavam apurar "algumas mesas grandes", mas a percentagem esmagadora foi suficiente para, à uma da manhã, Calvão da Silva, o Presidente do Conselho de Jurisdição do PSD, proclamar a reeleição de Pedro Passos Coelho.

Na declaração, feita já de madrugada, o líder do PSD confirmou que irá fazer "alguns ajustamentos" na futura direcção do partido.

Confrontado com os reparos de Alberto João Jardim ao comportamento do CDS no Governo, Pedro Passos Coelho contrariou as criticas que chegaram da Madeira com elogios ao partido de Paulo Portas: "o CDS tem sido um parceiro leal de coligação".

Pedro Passos Coelho foi mais longe nos elogios e sublinhou que, "apesar das diferenças que existem entre os partidos, que são saudáveis, muitas vezes nem se apercebe que se trata de uma coligação" de governo. Peça

sábado, 3 de março de 2012

Do BE para o MAS...

Movimento Alternativa Socialista. Assim se chama o novo movimento constituido por duas centenas de militantes que assumem a ruptura com o Bloco de Esquerda. Gil Garcia dá a cara por este movimento que quer unir a esquerda contra a troika.

Para já são duas centenas, mas acreditam que não vai ser díficil recolher as 7500 assinaturas que a lei exige para se constituirem em partido político.

Hoje apresentaram-se à imprensa num hotel de Lisboa - o mesmo que o BE usa habitualmente para as reuniões. Para o próximo Sábado têm já marcada uma festa na Voz do Operário para começarem a campanha de recolha de assinatura. Peça 

Directas no PSD

Passos sucede a Passos.

Sem contestação, Pedro Passos Coelho recandidata-se a segundo mandato à liderança do PSD
numa eleição em que se compromete a levar o partido a nova vitória nas eleições autarquicas e também nas regionais dos Açores.

Candidato único, só resta medir a expressão dos votos dos militantes. Peça

Há turismo para além da crise e...da derrota do Benfica!

Chegou de Bruxelas e aterrou directamente na BTL. Sempre a olhar para o relógio, Passos Coelho não assistiu ao principío do Benfica/Porto, mas terá chegado a casa a tempo de digerir a derrota dos encarnados.

De stand em stand, Passos Coelho atravessou o país sem passar pelas portagens. Ouviu queixas, admitiu que os portugueses têm de viver com menos, mas "não decreta que não haja férias". Eele próprio a continuar fiel à Praia da Manta Rota.

O Primeiro-Ministro passou pelo stand da Grécia sem parar e, entre um porto e uma poncha, brindou a um bom ano de turismo em Portugal. Ouvir peça

sexta-feira, 2 de março de 2012

Capucho à Antena1: Podia ser aproveitado pelo partido "mas fui votado ao ostracismo"

António Capucho, 67 anos, Presidente da Fundação D. Luís, antigo conselheiro de Estado, Ministro da Qualidade de Vida do Bloco Central, Ministro dos Assuntos Parlamentares de Cavaco Silva, deputado e lider parlamentar, eurodeputado, Presidente da Câmara de Cascais durante 8 anos.
Ouvir a entrevista aqui.

Diz estar num deserto, ostracizado depois do caso Nobre,
que o partido se esqueceu dele e até podia ajudar gratuitamente, porque já está reformado e não pode acumular com nada, perdeu 1/3 do seu rendimento, mas chega para as despesas.

Está irritado com a forma como Relvas está a tratar a Reforma Administrativa, desrespeito total para com os autarcas ( por causa da carta),
considera que o novo desenho das freguesias é um disparate, uma "palhaçada" e
elogia Ruas pela coragem de protestar.
Considera que Relvas - que deve comunicar a mensagem do Governo -  não o sabe fazer e que prejudica o governo,

Este governo vai chegar ao fim da legislatura graças à inteligência (que sublinha 2 vezes) de Paulo Portas e que o CDS tem óptimos quadros.

Que a reforma da lei eleitoral é essencial para preservar a democracia, que os estatutos do partido - ele fez propostas que não foram aceites - continuam a ter a possibilidade de um militante pagar as quotas de outros, o PSD transformou-se em partido barriga de aluguer, 
que o Partido não existe e nem sabe se a Comissão Política se reune.

E ainda... que vai ser renegociado o Memo da Troika, acha bem que o PM não diga, mas que essa renegociação está prevista para o próximo exame, como disse o Ministro alemão a Gaspar...

e Cavaco devia ter persuadido Passos a ir aos rendimentos de capitais evitando os cortes dos subsídios.

Notícia Expresso aqui
Notícia Jornal de Negócios aqui.

"Eu não falei com o PSD, berrei!"

Carlos Lourenço, Presidente social democrata da Câmara de Arruda dos Vinhos, esta manhã em entrevista ao Portugal em Directo da Antena1 (todos os dias depois das notícias das 13h), diz que a lei dos compromissos, recentemente aprovada, pode levar as câmaras a colocar em causa muitos dos seus serviços.

Questionado pela jornalista Isabel Gaspar Dias sobre as conversas que teve com o seu partido, Lourenço desabafa "eu berrei com o PSD", mas os governantes "esquecem-se da realidade".
Constata que isso não acontece apenas com o seu partido, mas como presidente de câmara com larga experiência, já não é a primeira vez que observa este tipo de atitude do poder.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Para que serve o jornalismo?

Adelino Gomes, jornalista agora também investigador, dá algumas pistas aqui.

Foi graças ao post "Adelino Gomes is back" de Maria Guiomar Lima do Grupo do FB infoPortugal que o Sem Embargo re-encontrou Adelino Gomes. Sempre a não perder.

Trocas e baldrocas para...não exportar!

Chama-se Quinta dos Fumeiros. É uma pequena empresa de Ponte de Lima. Inovou.
Além dos tradicionais enchidos de porco vende também enchidos de peru. Diz quem provou e, a repórter não provou, que são bons, muito bons.

Esta empresa sonha com novos mercados. Seguiu o apelo do discurso político e, esteve pela primeira vez, no SISAB, a feira de produtos alimentares. Chegou e conquistou os sabores de leste. Na negociação, com um interessado cliente russo, só não contava que fosse o Ministério português da Agricultura a travar o sonho de exportar. Ouvir a história

Só o futuro dirá se o cliente russo vai manter o interesse no produto desta pequena empresa de Ponte de Lima ou se vai acabar por aceitar o da concorrência, também minhota.
Para as estatísticas das exportações portuguesas poderá ser indiferente, a menos que seja o cliente russo a trocar as voltas ao funcionário do Ministério da Agricultura e desista dos "dissabores" portugueses.