sábado, 17 de março de 2012

Caso Borges: O governo é que tem de resolver, diz Soares

Foi a noite passada, em Setúbal - em mais uma apresentação do livro "Um político assume-se", desta vez apresentado por Vítor Ramalho - que Mário Soares falou de um dos casos do dia. Quanto ao prefácio de Cavaco, o antigo Presidente não quebra a regra, diz "que não é ressentido".
Reportagem do correspondente da Antena1 em Setúbal Gualter Ribeiro.

Ainda sobre o caso António Borges, agora administrador não executivo do Jerónimo Martins e as funções que o Governo lhe atribuiu com consultor das privatizações na Parpública.
Ontem, Honório Novo do PCP, no parlamento, considerou que as duas coisas são incompatíveis porque se comprova a "promiscuidade de quem exerce cargos públicos e a defesa de interesses privados".

António Borges, numa conferência em Lisboa, não comentou a sua situação, mas diz que a baixa de salários em Portugal quase corresponde a uma desvalorização da moeda e "há quem queira investir umas massas valentes em Portugal".
Reportagem de Mário Rui Cardoso.

Costa à Antena1: "Qual o problema de Sócrates depor sobre o BPN?"

António Costa, em entrevista à Antena1 com o pretexto do livro "Caminho Aberto", editado esta semana, diz ter "recebido um cartão de António José Seguro a explicar que não pode estar presente e claro que foi convidado!"

Mas deixa um recado ao líder socialista recomenda que "o PS assuma o passado na sua totalidade" destes seis anos da governação Sócrates, dos quais Costa faz parte, sendo certo que "a História também se encarregará de depurar muita coisa."

Ainda sobre o passado, "(Sócrates) deve ir à Comissão Parlamentar de Inquérito, qual é o problema?"
E considera que é "interessante e útil" esclarecer tudo o que tem que ver com o BPN.

Defende, há anos, uma alteração do sistema eleitoral, mas "as máquinas do PS e do PSD não querem esta reforma."
Bem como insiste na Regionalização, como uma reforma essencial para desconcentrar a administração do Estado. Pelo caminho, critica a proposta de Miguel Relvas.

"Cavaco Silva tem fragilizado a sua posição no sistema e esperemos que nos próximos 4 anos recupere", considera o Presidente da Câmara de Lisboa.
Acredita que este Governo vai até ao fim da Legislatura, até porque tem o apoio do Presidente.

Nem zangado, nem cansado, com a vida política, diz-se disponível para o que vier.
Confessa que a iniciativa deste livro é um acto político que não é inocente, como nenhum acto político o é. E questionado sobre o lançamento de "Caminho Aberto" no dia 9 de Março (dia em que os PR tomam posse) para as livrarias, é uma coincidência, sublinhando que o dia foi escolhido pela editora.

Candidato a PR ou à liderança do PS? "O que tinha gostado muito era de ser Secretário de Estado dos Transportes!" António Costa não resiste e ri-se da nega que António Guterres lhe deu.

Nesta entrevista, António Costa questionado sobre se está à espera de algo que venha a acontecer – numa referência a uma eventual candidatura a Belém –, António Costa responde de forma pronta. “Não estou à espera. Este livro que publiquei demonstra que não tenho estado à espera. Em vinte anos tenho aproveitado cada minuto que tenho para fazer aquilo que posso fazer. É um dever de todos nós que estamos na vida política ir prestando contas do que fazemos”, sublinha.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Afinal são mais 50 autarquias que vão precisar de resgate

Durante 20 a 25 anos, estas 50 autarquias, que vão ter um plano de ajuda financeira - vão ficar com a sua acção fortemente condicionada, soube a Antena1, com a jornalista Madalena Salema.
Mas, ainda assim, não haverá asfixia financeira, isto é, câmaras paralisadas.

Costa à Antena1: "Teria gostado muito de ser Secretário de Estado dos Transportes"

António Costa, em entrevista à Antena1  com o pretexto do livro "Caminho Aberto", editado esta semana, diz ter "recebido um cartão de António José Seguro a explicar que não pode estar presente e claro que foi convidado!"

Mas deixa um recado ao líder socialista recomenda que "o PS assuma o passado na sua totalidade" destes seis anos da governação Sócrates, dos quais Costa faz parte, sendo certo que "a História também se encarregará de depurar muita coisa."

Ainda sobre o passado, "(Sócrates) deve ir à Comissão Parlamentar de Inquérito, qual é o problema?"
E considera que é "interessante e útil" esclarecer tudo o que tem que ver com o BPN.

Defende, há anos, uma alteração do sistema eleitoral, mas "as máquinas do PS e do PSD não querem esta reforma."
Bem como insiste na Regionalização, como uma reforma essencial para desconcentrar a administração do Estado. Pelo caminho, critica a proposta de Miguel Relvas.

"Cavaco Silva tem fragilizado a sua posição no sistema e esperemos que nos próximos 4 anos recupere", considera o Presidente da Câmara de Lisboa.
Acredita que este Governo vai até ao fim da Legislatura, até porque tem o apoio do Presidente.

Nem zangado, nem cansado, com a vida política, diz-se disponível para o que vier.
Confessa que a iniciativa deste livro é um acto político que não é inocente, como nenhum acto político o é. E questionado sobre o lançamento de "Caminho Aberto" no dia 9 de Março (dia em que os PR tomam posse) para as livrarias, é uma coincidência, sublinhando que o dia foi escolhido pela editora.

Candidato a PR ou à liderança do PS? "O que tinha gostado muito era de ser Secretário de Estado dos Transportes!" António Costa não resiste e ri-se da nega que António Guterres lhe deu.

Demitiu-se ou não? Depende das versões

Assunção Esteves, a PAR, deu um murro na mesa por causa da intransigência da maioria para criar a Comissão Parlamentar de Inquérito ao BPN ou do recuo dos socialistas depois de já se ter alcançado um consenso que, na noite passada, fez demorar três horas e meia a conferência de líderes.

Tudo contado pela jornalista Susana Barros.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Otelo insiste em novo 25 de Abril

Em Coimbra, numa conferência sobre o papel das Forças Armadas na defesa da República no Instituto Superior de Contabilidade, que o operacional do 25 de Abril afirma convicto a necessidade de recuperação da soberania.
Reportagem de Pedro Ribeiro.

A reacção do General Garcia Leandro: "Otelo vive fora da realidade (...) a grande pergunta é o que ele faz no dia dia 26 de Abril?

Meio mundo apareceu no livro de Costa

Mas não António José Seguro, líder do PS, que estava no Algarve a ver a a saúde em Portugal de perto, como conta a repórter Sílvia Mestrinho.

Mas voltemos a Lisboa e à apresentação do livro do presidente da câmara de Lisboa, na estação do Rossio, com Jaime Gama, que reapareceu, a comparar a narrativa de Costa com a de Obama no que ao "Caminho Aberto" diz respeito e com António Costa a querer colocar no seu cartão de visita a palavra político. Susana Barros conta aqui.

quarta-feira, 14 de março de 2012

BPN? Uma ou duas Comissões de Inquérito?

Já houve uma, na legislatura anterior, presidida pela socialista Maria de Belém, na qual o então deputado Nuno Melo do CDS recebia informações em cafés afastados do centro da cidade.

Há umas semanas, o PSD chumbou a inciativa que partiu do BE, agora o PS anunciou a iniciativa potestativamente e a maioria PSD/CDS já entregou na mesa o projecto.

Como não pode haver duas CPI, vai ter de ser Assunção Esteves a resolver o assunto.
Todos os protagonistas na peça de Madalena Salema.

António José Seguro, lider do PS, acusa a má consciência do PSD aqui.

O comentário de Raul Vaz aqui "o PSD vive incomodado com o BPN e o PS também pela decisão política no tempo de Sócrates".

Demissão PR: Petição excluída

Deputados da Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais rejeitaram a petição que juntou 40 mil assinaturas que pediam a demissão do Presidente da República. Fernando Negrão, o presidente da Comissão, justifica aqui.

Retificativo a 5 de Abril

Decisões da conferência de líderes desta manhã aqui por Maria Flor Pedroso.
Agendamentos e um 25 de Abril diferente.

Lusoponte: Afinal, os 4,4 milhões serão devolvidos com juros, diz Sérgio Monteiro


Uma das 3 folhas do documentos distribuído pelo PS aos jornalistas

O PS acusou o Secretário de Estado dos Transportes de já ter assinado a minuta do acordo de reequilíbrio financeiro com a Lusoponte e guardar segredo.
Para Sérgio Monteiro uma minuta não é um acordo.

Na audição de três horas na comissão parlamentar de economia e obras públicas, o Secretário de Estado garantiu que o impacto da transferência dos 4,4 milhões de euros para a Lusoponte será nulo, que o Estado receberá a verba com juros no final do mês e calculou em 110 milhões de euros a dívida gerada pela isenção de pagamento nas portagens na ponte 25 de Abril em Agosto.

Sérgio Monteiro acusou tambem o governo socialista de ter passado os riscos de variação de impostos para o Estado, nos contratos com a Lusoponte e com a Mota-Engil, e afirmou que existem 19 pedidos de reequilíbrio financeiro, que implicam riscos de litigância na ordem dos 1200 milhões de euros.

Peça  aqui.

Caminho aberto para Costa, dizem eles

Os caminhos que Costa diz "ter ajudado a abrir", livro lançado esta tarde por Jaime Gama, já lido pela jornalista Susana Barros.

Paulo Pedroso, Santos Silva e Vítor Ramalho dizem à Antena1 que António Costa pode ser o que quizer. Susana Barros.

João Cravinho, entrevistado na semana passada pela Antena1, considera que "Costa não se pode amputar nas possibilidades". Depende do seu dever. Mas parece que esta intervenção do Presidente da Câmara de Lisboa se encaminha para uma maioria presidencial: "o lançamento é de carácter presidencial".
O problema é o calendário, diz o antigo Ministro.

terça-feira, 13 de março de 2012

Bloco quer ouvir o novo e o velho

Catarina Martins, deputada do BE, em declarações a Célia de Sousa explica as razões porque quer ouvir Henrique Gomes, o ex-SE da Energia e Artur Trindade, o novo SE da Energia.
Foi nas Jornadas Parlamentares do BE, no Porto.

"Não se trata de uma cedência, era o que faltava, nem pense nisso", diz PM

3 minutos demorou a posse do novo SE da Energia, Artur Trindade, como testemunhou a repórter Madalena Salema no Palácio de Belém.
Com Álvaro Santos Pereira a chegar e a partir com SE anterior, Henrique Gomes.

O som de Pedro Passos Coelho, que retirámos da SIC está aqui. Não se ouve tudo, por uma questão técnica, mas o PM responde à pergunta de Paula Santos quando insiste na cedência aos interesses "...era o que faltava, nem pense nisso".

Demissão no Governo? "Seguimos em frente"

Foi a primeira reacção do Governo. No caso Miguel Macedo, o Ministro da Administração Interna.

Luís Filipe Menezes em Gaia considerou que Henrique Gomes era "um peixe não na água (...) e que até foi bom que tenha saído".

Demissão no Governo

Apesar do PM ter garantido, no final da semana passada em Estocolmo, que "não está em mira qualquer substituição de nenhum membro do Governo", soube-se ontem à noite da demissão do Secretário de Estado da Energia, Henrique Gomes.
Sucede-lhe no cargo o até agora diretor de Custos e Proveitos da ERSE, Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos,  Artur Trindade, que toma posse às 15:30.

Peça de Valter Medeiros aqui.

Comentário de Nicolau Santos aqui.

Rui Paulo Figueiredo, PS, fala em "mais um caso de descoordenação no Ministério da Economia". Aqui.

João Semedo, BE, diz que esta demissão "está carregada de razões políticas". Aqui.

Agostinho Lopes, PCP, diz que "este governo não conseguiu pôr cobro às rendas excessivas da energia". Aqui.
Jerónimo de Sousa, mais tarde também reagiu, entendendo que "o governo defende sempre os grandes interesses do capital".

Manuela Cunha, Verdes, considera que "esta demissão é consequência dos interesses económicos ligados ao sector energético"Aqui.

A 10 dias da greve geral, CGPT quer SMN em 515 euros

As razões foram apresentadas esta tarde em conferência de imprensa.
Arménio Carlos, líder da central, lembra o Acordo de Concertação assinado com o Governo de Sócrates, que previa em 2011 o salário mínimo nacional nos 500 euros, não chegou a ser cumprido.

Reportagem de Madalena Salema.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Amado critica PR

À saída do I Encontro : Triângulo Estratégico América Latina-Europa-África, esta manhã em Lisboa, Luis Amado criticou o ataque de Cavaco Silva a José Sócrates. O ex-Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros do PS considerou-o inoportuno e injusto, num momento em que é necessária coesão nacional.

Amado mostrou-se, por outro lado, de acordo com a recusa de António José Seguro em participar num governo de Bloco de Central mas não afastou esse cenário no futuro.

Peça

Neste Encontro esteve  tambem Miguel Relvas que preferiu não fazer declarações à saída. O Ministro-Adjunto e dos Assuntos Parlamentares falou na abertura mas esta sessão era fechada à imprensa. Aos jornalistas, que ficaram à porta, foi distribuído o discurso onde podia ler-se, por exemplo :"somos um povo europeu e atlântico. Somos ambas as coisas em simultâneo, sem que uma ponha em causa a outra, sem que uma diminua a outra, sem que uma rivalize com a outra. Pelo contrário, trata-se de uma condição complementar."

PR não quer comentar...

...os cortes salariais que os trabalhadores da Caixa Geral de Depósitos e da TAP não vão ter, ao contrário dos outros trabalhadores de empresas públicas.
Cavaco Silva remete para o prefácio dos Roteiros VI.

Cavaco Silva justifica prefácio

De visita ao Alfeite, o Presidente da República apela para o site da presidência para que se lei o texto do prefácio na íntegra para "não serem contaminados por eventuais desinformações". Bem como recomenda a leitura do artigo 201 da Constituição da República. O PR justifica o tempo da análise do ano anterior.
Reportagem de Ilídio Trindade.

António José Seguro, lider socialista, questionado durante o  Roteiro da Saúde no Porto,  continua a não entender "a utilidade para o país, das críticas, do prefácio do PR".

Marcelo Rebelo de Sousa, no comentário na TVI, não percebe como é que "o acontecimento mais grave dos últimos 30 anos não põe em causa o regular funcionamento das instituições? É que se põe eu não percebo o que ponha... um golpe de Estado? Um PR cercado em Belém?"