domingo, 10 de fevereiro de 2013

Do Portugal Primeiro* ao Documento de Coimbra

O documento de 27 páginas - que pode ser lido aqui -  que Seguro apresentou na Comissão Nacional este domingo em Coimbra, aqui contado por Susana Barros.

Directas a 13 e Congresso a 26, 27 e 28 de Abril, foi a marcação que já ficou feita.
Seguro é candidato, Costa não.


* Portugal Primeiro era o nome da moção que Pedro Passos Coelho levou ao Congresso do PSD de Carcavelos, antes de ser PM em 2010.


Não são cortes, são "poupanças", diz Moedas

Seis horas de reunião de Conselho de Ministros, Carlos Moedas, o secretário de Estado adjunto do PM, foi o porta-voz da reunião, apesar de Paulo Portas, o número 3 do Governo, estar ali ao lado.
A conferência de imprensa contada aqui por Susana Barros.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Carlos Brito na Antena 1

Carlos Brito defende a aprovação de uma “plataforma de emergência” entre os partidos de Esquerda, de forma a fazer face à situação do país. O antigo dirigente comunista considera que todos os líderes dos partidos de Esquerda têm capacidade de diálogo. O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, “não tem mais porque provavelmente não o deixam”.
 
 

Militante e dirigente comunista durante 48 anos, Carlos Brito foi suspenso em 2002 e atualmente é membro da Associação Renovação Comunista. Na véspera de completar 80 anos, Carlos Brito foi o convidado de Maria Flor Pedroso.

Pode ouvir a entrevista aqui.

 

"Só se cria controvérsia se se quiser", responde Assunção Esteves

Depois das críticas do PSD à decisão da presidente da assembleia da republica de não dar posse à comissão parlamentar para a reforma do Estado - como se conta no post anterior - , Assunção Esteves diz à Antena 1 que não muda de ideias considerando que acima de tudo está a legalidade. No entender da PAR não há motivo para polémica. Peça aqui.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Comissão Reforma do Estado abre polémica PSD-PAR

Assunção Esteves avisou que não daria posse a uma comissão constituída apenas pelos partidos da maioria - como conta aqui Maria Flor Pedroso - mas o PSD não desiste.

Seria um precedente inaceitável, disse o líder do grupo parlamentar, Luis Montenegro, no final da reunião da bancada social-democrata.

Natália Carvalho conta aqui.

Caso Franquelim na AR

A nomeação de Franquelim Alves dominou a sessão plenária desta tarde.

Das demissões do ministro Álvaro Santos Pereira e do novo secretário de Estado pedidas pelo BE a uma citação de um deputado do CDS, tudo contado pela repórter Madalena Salema aqui.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Uma horinha apenas

Desta vez, uma hora chegou para o nome de António Costa ser aprovado por unanimidade e aclamação pela estrutura local do PS.
Peça de Susana Barros aqui.

Conversa acabada sobre a reforma do Estado

Notícia antiga como contámos aqui, não vai haver Comissão Eventual para a Reforma do Estado que a maioria CDS/PSD votou sozinha em plenário.
O boicote, anunciado primeiro pelo PCP por António Filipe, que foi seguido pelo BE e pelo PS, fez abortar a comissão que Assunção Esteves não quer dar posse. Em nome do contraditório.

Esta tarde, às 6h em ponto da tarde, expirava o prazo que a PAR deu aos partidos para esse efeito.
Nenhuma lista da oposição se apresentou. O PSD ainda anunciou uma declaração, depois já era conferência de imprensa. Finalmente, foi o silêncio. Nada.

Na sexta-feira passada a seguir ao debate quinzenal António José Seguro ainda tentou retirar o pressuposto dos 4MMeuros da conversa, mas Pedro Passos Coelho respondeu que o PS estava a arranjar pretextos para não discutir, como pode ouvir aqui.

Pelo CDS, estavam alinhados 3 deputados. Um deles, Adolfo Mesquita Nunes, agora secretário de Estado do Turismo. Pois para o lugar dele, o CDS indicou Cecília Meireles, a agora remodelada antiga secretária de Estado. Que já tem novas tarefas como deputada: será a voz do CDS na Comissão Eventual de Acompanhamento da Troika.

CNE contra "confusões e hesitações" da lei Relvas

A contragosto, Fernando Costa Soares, o presidente da Comissão Nacional de Eleições, lá esclareceu os jornalistas do Público, Lusa e Antena1, depois da reunião que teve com Assunção Esteves, a PAR.

Em todo o caso, fica claro que a CNE está a tentar minimizar "confusões e hesitações" que a nova lei da reorganização administrativa vai provocar já nas próximas autárquicas, através de uma campanha de esclarecimento.

Quanto aos debates eleitorais que as televisões se entenderam para não fazer, parece que a CNE não vai alterar a sua posição. Já está também um grupo de trabalho constituído com a ERC para resolver o assunto. Peça aqui.

"Passar a funcionar mal quer dizer morrer, fui claro?"

Quem o diz é Luís Araújo, o Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas, em declarações à Lusa, ao repórter André Ferreira e à Antena1 aqui, abre o livro na véspera da reunião convocada por Cavaco Silva do Conselho Superior de Defesa Nacional.

Luís Araújo, acompanhado dos Chefes dos três ramos, disse, à saída da Comissão de Defesa, gostar de "não ter de cortar nada". E está à espera de saber quanto é que vai ser cortado para fazer as contas.
Nas declarações à Lusa e à Antena1 lembrou que, em 2009, o governo Sócrates baixou 23% as despesas de funcionamento e que cortar pode-se sempre "até se fôr para acabar!".

A um ano da reforma, Luís Araújo, o CEMGFA, desconfia dos cortes anunciados na reforma do Estado para as Forças Armadas.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Discutir a crise em hotel de 5 estrelas

 
Beatriz Talegón a discursar na IS


A crítica foi feita ao final da manhã pela secretária-geral da União Internacional da Juventude Socialista. Pouco simpática com os seniores, Beatriz Talegón criticou a estadia dos participantes na reunião de Cascais num hotel de cinco estrelas.

" Nós temos reuniões frequentes nas Nações Unidas, nas instituições eurpeias, qualquer lugar do mundo que nos peça, nós acudimos...dormimos em casa de companheiros, dormimos onde podemos porque para nós o dinheiro não chega para hoteis de cinco estrelas e julgamos que tambem vocês deviam mudar isto."

Hotel Miragem, Cascais, onde decorreu a reunião da IS

Mas não ficou por aqui:

"Na IUSY, quando falamos em debate, pomos umas ideias sobre a mesa e entre todos procuramos as soluções. Não faz sentido que aqui cada um venha contar o que se passa no seu país, o que aqui devíamos fazer era subir ao palco e dizer o que temos para oferecer e responder à necessidade de ajuda que têm muitos dos nossos companheiros. "

No final, o presidente da Internacional Socialista, Papandreu respondeu a Beatriz Talegón dizendo que esta organização não era o FMI nem o Banco Mundial : "Não estamos a lutar indo para hoteis, estamos a lutar nas ruas, estamos a lutar nos nosso países, nos nossos movimentos, nos nossos sindicatos e...queremos ter a nossa juventude a lutar conosco...com novas propostas...vamos ver como trabalhamos em conjunto."

O PS fez questão pouco depois de dizer aos jornalistas que as despesas deste encontro eram suportadas pela Internacional Socialista.

O Sem Embargo pode no entanto garantir que, apesar de terem escolhido um hotel de 5 estrelas, os socialistas pouparam nos extras: nem um bolinho ou café havia para amostra. Nem um rebuçado.

Peça aqui.

Ségo "impressionada" com Antônio



Depois de uma reunião de meia hora com o secretário-geral do PS, Ségolène Royal ,"muito impressionada com a credibilidade das propostas", não se cansou de elogiar António...António José Seguro. Para ouvir aqui.

Seguro, somando apoios na Internacional Socialista, concluiu que "a nossa proposta política alternativa sai com mais força, mais energia, mais atualidade". Para ouvir aqui.

Para a ex-candidata presidencial francesa a alternativa em Portugal "está pronta".

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Nomeação Franquelim Alves: polémica continua

Logo de manhã na Antena 1, Carlos Zorrinho, pedia explicações ao PM sobre a nomeação de Franquelim Alves. Se Pedro Passos Coelho não esclarecesse, " PS fará com que PM tenha de esclarecer no Parlamento", ameaçava o líder da bancada socialista. Ouvir aqui.

O Primeiro-Ministro manifestou pouco depois confiança no novo secretário de Estado mostrando-se tranquilo quanto à sua idoneidade e experiência. Ver aqui.

As explicações de Passos Coelho não convenceram o secretário-geral do PS, António José Seguro. Ouvir aqui.

O BE decidiu já chamar o ministro Álvaro Santos Pereira à AR para explicar esta nomeação, diz aqui a deputada Ana Drago.

"António é um líder de visão", diz Papandreu

              Quando queres ir rápido vai sózinho, quando quiseres ir longe vai acompanhado.


Foi com este "provérbio africano que para mim é muito caro" que António José Seguro terminou a sua intervenção na sessão de abertura da reunião do conselho da Internacional Socialista, em Cascais.

O secretário-geral do PS defendeu um novo tratado europeu e ouviu elogios do ex-PM grego Giorgios Papandreu.

Peça aqui.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Seguro elogia medidas de Sócrates

Não se sabe se foi o início da recuperação do passado, resultado das conversas com António Costa, mas sexta-feira passada, na reunião da Internacional Socialista de Mulheres, António José Seguro, além de prometer lutar contra a desigualdade salarial entre homens e mulheres, não poupou elogios à política de Sócrates de igualdade de género...

Para ouvir aqui.

Portas lança apoio a Rui Moreira

O líder do CDS foi ao jantar do candidato à Póvoa de Varzim falar do Porto.
Para ouvir aqui.

Remodelação: polémica com secretário de estado

Dois dias depois das primeiras críticas, o governo sai em defesa de Franquelim Alves, o novo secretário de estado do empreendedorismo. "Basta de insinuações e suspeitas", diz aqui o ministro Álvaro Santos Pereira.

Honório Novo do PCP foi o primeiro a condenar a escolha do ex-administrador da SLN,  como se pode ouvir aqui.

João Semedo do BE tambem criticou aqui.

Paula Veran dá conta aqui das mudanças no Governo.

BE "muda de página"

É o que defende aqui José Manuel Pureza.

Francisco Louçã, João Semedo e Pureza querem renovar o Bloco de Esquerda.

Peça de Lurdes Dias aqui.

António e o lobo - ainda a reunião da comissão política do PS

O Expresso foi o primeiro a anunciar, ao final da tarde de terça-feira, que António Costa decidira avançar para a corrida à liderança do PS. A notícia foi repetida depois por vários órgãos de comunicação social (entre os quais a Antena 1). Costa, renitente no passado em relação a uma dupla candidatura decidira, afinal, tentar conquistar Lisboa e o PS. Aos jornalistas foi dada a indicação de que falaria à entrada para a reunião no Rato.

A direção do PS foi a primeira a chegar à sede do PS. Aos jornalistas à entrada, Miguel Laranjeiro e João Ribeiro falaram em deslealdade. Pedro Silva Pereira, Edite Estrela e Maria de Belém preferiram nada dizer. Marcos Perestrelo pediu serenidade. Pedro Nuno Santos admitiu que o PS tinha de ver quem era o melhor para liderar o partido.Álvaro Beleza queixava-se de falta de fraternidade interna. Renato Sampaio e José Lello já falavam no nome de Costa.



António Costa chegou ao Rato com Francisco Assis (que nas últimas diretas avançou contra Seguro depois de Costa ter decidido não o fazer) e Ana Catarina Mendes (ex-diretora de campanha de Assis).
Aos jornalistas limitou-se a dizer que ia ouvir o secretário-geral para depois falar. Notada foi a paragem junto às escadas no interior da sede para posar para os fotógrafos...

A reunião começou com um discurso duríssimo de Seguro. O líder socialista falou em cinismo, hipocrisia, ambiente de fação. Disse que não admitia que nenhum combate político fosse condicionado por agendas pessoais, por mera ambição pessoal e pelo regresso ao passado. Queixou-se de obstrução permanente à ação da direção. Apontou deslealdade interna pondo em causa o exercício das suas funções, lembrando que os críticos nunca tinham falado nos órgãos próprios, que estavam a pôr em causa o esforço de ano e meio da direção numa altura em que os portugueses precisam do PS e este devia estar centrado no ataque ao Governo. Seguro acrescentou que era necessária uma clarificação anunciado a sua recandidatura.

Quando Costa falou, o que ficou foi um "se..."
Quando todos esperavam ouvir um anúncio do presidente da câmara de Lisboa, de Costa saiu um desafio a Seguro: Ou unia o PS ou tinha adversário nas diretas.

Este "agarrem-me senão candidato-me" não coincidia com o que horas antes tinha chegado aos jornalistas. A explicação acabaria por chegar - Costa faria mais tarde uma segunda intervenção com o anúncio.

A reunião já ia longa e tensa, agitada ainda mais por uma troca de palavras entre Seguro e Costa depois do secretário-geral do PS ter confrontado o autarca com uma notícia da agência Lusa que dizia naquele momento que Costa era candidato à liderança. 

A reunião começou às 21:30 e acabou perto das 3:30.

E não teve segunda intervenção de Costa.

Teve sim um abraço entre os dois (registado pelo fotógrafo do PS), uma vitória esmagadora de Seguro e para a história uma segunda tentativa frustrada de Costa que saiu anunciando diálogo com vista à unidade. Peça aqui.

O que fez António Costa mudar de opinião ? No(s) dia(s) seguinte(s) os apoiantes do autarca ainda tentavam digerir a reunião da comissão política. "Costa percebeu que o partido não queria um confronto nesta altura", justificam. Mas só percebeu isso na comissão política ?

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Uma visita guiada ao Parlamento




Das Cortes de 1822 à Assembleia da República de 2013. Dos arquivos às redes sociais, os passos perdidos de uma reportagem no Palácio de São Bento